Posse de bola e perda de tempo
O futebol é uma modalidade desportiva colectiva onde a equipa que mais golos obtém ganha os 3 pontos. Não quer com isto dizer que a equipa que mais golos obteve, foi a equipa que melhores acções técnico-tácticas praticou, mas sim a que foi a mais eficaz em alcançar o objectivo do jogo.
Até aqui nada de mais, duas equipas confrontam-se dentro de um campo previamente regulamentado e disputam o mesmo objectivo, a vitória.
Sabemos que cada vez mais, quando num jogo duas equipas conseguem equilibrar todos os espaços, zonas, sectores, linhas e entre-linhas, marcações, antecipações e até percentagens, que são os pormenores que fazem a diferença. Por vezes os pormenores resumem-se a erros por parte da equipa de arbitragem, totalmente incontroláveis para qualquer uma das equipas.
A questão que pretendo levantar é: após o equilíbrio desfeito, é possível considerar o uso da posse de bola como «perda de tempo»?
Será que esta questão não existe, ou por outro lado é evidente que há equipas que por tão bem saberem trocar a bola, após estarem em vantagem, usam a posse de bola, como meio para esperar que o tempo passe, cumprindo assim o objectivo de jogo, ainda que não passem frequentemente do meio campo, ou que executem passes de 40 metros para o seu guarda-redes. Como podemos distinguir quando é que a posse de bola é uma ferramenta para procurar espaços na zona defensiva do adversário e com isso procurar chegar à obtenção do golo, ou quando é usada como ferramenta para manter a bola «longe» da baliza e esperar que o tempo passe, ganhando assim o jogo.
Creio ser a única altura do jogo em que este se torna enfadonho de tanto passe bem executado, se não houver uma clara intenção do colectivo em se aproximar da baliza adversária para concretizar as situações de finalização, então podemos afirmar que a equipa está a usar a posse de bola como meio para «queimar tempo»?
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